Vítimas
Quer transformar um demônio em um santo? Converta-o em uma vítima.
Aqueles que são caluniados são diferentes daqueles que são culpados, ou, os culpados possuem uma válvula de escape em sintonia com um grande buraco iniciado em uma pequena mente.
Dessa forma, o inicio de tudo não está na empatia, esta na confirmação de fatos reais. A pena é um sentimento de glorificação em plena terra, mas precisamos de gritos no ouvido, estamos “vivos”.
A participação de certas caracterizações nesta festa fez com que fossemos os primeiros seres a inventar. Afinal de conta temos pactos, e temos tempos. Homofobia nunca seria a palavra certa para aquele irmão mais velho de três anos de idade ao jogar um tomate no rosto de um bebê. E nem precisamos falar que somos vitimas de nós mesmos, como monstros que comem a própria carne, afinal de conta não somos os primeiros seres a criar.
A inversão de papeis traz a tona um grande problema: desiguadade.
As mesmas faces são indivíduos que buscam somente uma face. Como uma direção alienada. Tomada de significados históricos e espirituais. Como uma febre materialista, ou, ignorância da ignorância, tomar partido de partidos, achar que um é muitos, ou muitos devem ser iguais, ou diferentes devem ser conscientes. Nada disso, ou tudo isto. Sem relativismo, mas fisicamente, se deve tomar todo cuidado com as penas, e muito mais com as vitimas. Os parasitas da sociedade são idéias reencarnadas em angústias reservadas em acúmulos não de ódios, mas de penas, ou melhor de processos de “vitimização”. Somos uma coisa com vários problemas e varias respostas. Somos partes dessa reencarnação. Vitimização é tempo. E pode esconder tragédias. Pois doenças são difíceis de definições.

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