Coca-cola
Para que todas as idéias possam sair do mundo das idéias é preciso somente uma coca-cola. Lá tudo é real segundo nossos desejos, lá há algo de misterioso por ser nossa própria aparência real, algo nunca visto, ou pouco visto. Parece que é sempre assim pelas ruas e cidades. Os ricos comem e se lambuzam nos excessos de uma pobre visão. E os pobres se escravizam nas pretensões imperialistas da burguesia. Tudo são mensagens que circulam livremente, e a maioria é da minoria. O domínio nunca é publico e a censura nunca é burra. Os obstáculos impostos para se chegar ao poder são regras inventadas por corporações inconsequentes que vivem do massacre psicológico diante das propagandas enganosas e uma destruição ambiental mundial. Todos sentem as consequências, mas os culpados são os estúpidos e ladrões, aqueles que roubaram pouco, aqueles sem teto e sem nada, aqueles que comem a merda dos que pisam. Viver no lixão se torna gloria por ser inocente, viver de dinheiro se torna dor por viver de decisões. É assim a vida... Ao contrario do que se quer. Transgressões dão mais prazer, e razões fazem parte das explicações de uma desumanização. Estas ruas colaboram por culpar os inocentes, estes prédios são locais em que os sacerdotes dessa capital-igreja se encontram. Mais nada é preciso dizer, estamos todos diante da ilusão destruidora e não conseguimos nos mexer. Estamos desprotegidos de nós mesmos.
O monstro é a alienação, esse monstro com nossa cara.
De: Valdemir Vinagre Mendes
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