TAICHI
Quando pequeno, ouvi a história de que
para completar um parafuso teria de ter uma “porca”, assim poderia executar uma
ação natural. Entendi também que era possível completar a operação com dois
parafusos, no entanto deveria no mínimo estar morto, pois as leis físicas em
outras dimensões me permitiriam tal proeza. Dessa forma compreendi um pouco
como funcionam os mecanismos naturais de nosso ambiente. Logo depois, anos
depois, ouvi também sobre doenças que causam a distorções composicionais em
nossos organismos, e que teriam causas em mecanismos conhecidos, da simples, no
entanto evoluída, medicina chinesa. Uma única doença, uma única cura.
O fato de maior importância para as histórias escutadas era sobre
hipocrisia. Homens ricos que andam com “peito estufado” em frente a garis e empregadas
domésticas. Sacerdotes que pedem perdão pelo dinheiro. Jovens que defendem a
moda dizendo que o resto é racismo e preconceito. A hipocrisia vem do fato de
estarmos nesse nosso devido lugar, sem usarmos uma simples imaginação para
podermos sair e nos olhar. Um olhar de esclarecimento de que tudo que
defendemos não é nosso. Princípios de homofobia ou liberalismo sexual, ordens
morais religiosas e violências para uma nova ordem, problemas emocionais e
ausência de cultura... Tudo o mais são corretamente opostos que não se atraem,
mas se juntam para um romance de quarentena.
O prazer é visto no bosque de um estória de parentes, complexos mentais
e desordem afetivas. O triunfo vem de que a felicidade é deixar a vítima em
paz. Logo vem uma bandeira dizendo que a vovô é a vilã da estória e que o lobo
só quer ser feliz. Um final feliz para a cultura humana.
Depois de certezas presenciadas durante as histórias e estórias, olhei
para o céu e vi que estamos abaixo. Cínicos e hipócritas. No entanto, ausentes
de um entendimento carnal: o tao. Que poderia entender em milhares e milhares
de anos, mas, perante um usar de uma porcentagem de minha mente, causei um
estado de entendimento em frente ao conhecimento guardado e ultrapassei as
lacunas de uma mitologia para saber que somos realmente frutos de uma história
que se passou sem olharmos para nós mesmos. Dessa forma fui mais um dos quais
se fez cumplice dos idiotas. Calmamente trabalhando e vivendo uma vida
cotidiana.
Não entendemos que defendemos um lado e este desiquilíbrio nos faz cair.
Não percebemos que na liberdade é que fugimos sem saber para onde vamos. Não
deixamos as culpas dos outros serem entendidas para a nossa raça humana evoluir
em um pobre gesto de amor em um piscar de olhos.
Comentários
Postar um comentário