Educador
Participei como educador, durante mais de sete anos em um projeto na rede pública de ensino, em Educação Especial voltado para estudantes portadores de altas habilidades ou superdotação. Lecionei durante dois anos em uma escola particular. Sempre tive alunos particulares de música. Tive a oportunidade de visitar varias escolas públicas na Italia. Agora estou no segundo ano como professor da rede pública de ensino. E, o que acho o mais importante em minhas práticas, estou no terceiro ano como educador, agora também como coordenador, de um Ponto de Cultura da Pastoral do Menor, atendendo centenas de crianças e adolescentes em situação de risco.
Dou graças a Deus em ter tido contato com alguns conhecimentos necessários para uma visão critica da educação. Sei o quanto isso pode ser relativo e incoerente. Mas, tenho certeza, que práticas ditas não são melhores que o ato de ditar práticas. Como um poeta que acredita nas suas poesias. Ou um político que planeja todos os seus assaltos. Não sou mais que um indivíduo qualquer que sabe o quanto é importante chamar a atenção para a vida vivida de maneira significativa.
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Poderíamos atender as portas somente para a morte, em fases de deteriorização da natureza humana, achando sempre que mais tarde alguém poderá ser “mais”. Como um complexo de inferioridade acerca de nossos sonhos, como partes de um circulo e um circo de horrores. Amanhã sempre será o hoje. E nós aprenderemos apenas o que já se passou.
E chamamos de utopia a valorização de nós mesmos, como se a guerra fosse a verdadeira natureza de nosso mundo. Que por trás de tudo estariam apenas vazios insignificantes.
E, hoje, o que está por ditar todos os processos vitais da sociedade e dos indivíduos em seus gêneros e estilos é a própria carência de um poder encarnado pelo valor dinâmico do dinheiro. Estamos rotulando nossas carnes como um comércio em que o vendedor é sempre um único objeto. Se vende em todas as épocas, em todos os lugares e de todas as maneiras. Como uma aura permanente em trajetos urbanos e rurais. Como lama em um copo de vinho. E isso é a moda. É por isso que vivemos e morremos. Que educamos como maquinas da morte. Um só caminho existente.
Diria eu, entrando em uma sala com alunos sentados e prontos para responder. Terminamos o bimestre, e uma bela feira de ciência e arte será realizada. Alunos cadastrados no sistema como o padrão da sociedade. Pois conhecimento é viver. Somente viver. Sem pensamentos ou sonhos, pois o que me ditou já disse: ‘eis que já se ergue as bandeiras de tua alma, e tu já te conheces, como a poesia de tua carne que vive ate os dias em que eu sucumbirei’.
Dessa forma todas as angustias serão os motivos de canções, pois o dinheiro já não existe mais.
E o maior banco, reflexo de toda a beleza e poder do antigo império capitalista, já foi destruído.
Os comandantes dessa saga de horror ainda vivem para contar o feito dessa instituição marginal.
Em que indivíduos eram conceituados para uma escravização de idéias. Em que posses eram tidas como partes dos corpos. E aqueles que tocassem na própria criação eram vistos como: ‘o morto de amanhã, para celas sem a luz do sol, para jardins em solos inférteis, de salários apenas para um pedido doentio, migalhas para sobrevivência’.
Os prédio eram apelidados com o nome da besta surgida do nome do império.
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A razão de tudo isto é simples: adotamos o pensar como alheio as nossas circunstâncias. Sendo que a metodologia é o nome mais gentil posto em práticas educacionais, quando sempre acreditamos que alunos nunca teriam como apreender sem mãos.
O construir do construtivismo teria um passo a mais.
Aprender nossos bens significativos não quer dizer que esses bens são benéficos, e que ensinar é diferente de educar.
Como em uma tribo que matou uma criança deficiente, nós estamos ditando as regras de uma invasão de mentes. Estamos julgando culturas. Estamos ditando culturas.
É dessa forma que o crime não está longe da vítima, e que os bens culturais, ou melhor naturais, são bens sociais.
Estamos organizando em um estágio de superação de ideais. Em que o pobre é um objeto financeiro de mecanismos sociais. E o rico um extravagante fantoche.
Criações para criações. Leis para si mesmo.
Essa é nossa escola.

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