Trabalho


Há dois vetores: a escola e o dinheiro.
                Uma sociedade futura terá aspectos de um ser humano livre, com características primitivas em uma mente usada. Como sinos que soam em uma igreja significativa, sem alarmes em vão.
                A escola é sustentáculo de uma hierarquia dos princípios da desigualdade, não aquela desigualdade que sempre existirá, mas uma desigualdade que se tornou o conceito das limitações do ser; uma prisão, uma formula ante-vida.
                O dinheiro é a expressão das conseqüências das tentativas de organizar o caos, ou tentar transformar árvores em prédios, lamas em piscinas com hipoclorito de sódio, educação em rotinas de sangue.
                A ilusão criada pela própria ilusão; mascara do demônio.
                O resultado dessa ilusão nada mais é que uma batalha sangrenta em tentar entender essa energia sexual e esses corpos violentados e mortos.
                Políticos e educadores são frentes de livros que tornam real o sucesso de uma filosofia da preguiça.
                Falta de vontade existe até o momento em que sabemos que o trabalho de dezenas de anos foram em vão.
Daí surge um terceiro vetor, o mais importante e o mais vivido: o trabalho.
A prática do ego, as canções de arrependimento.
A culpa nunca existiu enquanto existe o prazer.
As tolices de uma paixão pela própria invenção fazem ressoar o hipnotismo que todos conhecem, mas é secreto dentro de um pequeno canto de nossas mentes.
Pensamos em construir o já construído, ou mudar o que sempre muda, ou falar o que já foi dito, ou ser o que já foi pensado, sonhado e sofrido.
Nossas utopias são falhas de dejavú que se encarnam nas vivencias ao nosso redor.
O trabalho, o dinheiro e a escola são termos que se degeneraram, e contribuíram para o apodrecimento de nós mesmos. Confundiu a nossa existência, plantou galhos artificiais que nunca crescerão.
Seres inteligentes são aqueles que tornaram geniais uma paisagem, e não que tornaram idéias do além espelhos de solidão.
Dessa forma, numa mente coletiva, a sociedade transforma os seres em manifestações de bem-estar, numa sociedade livre e real.
O dinheiro torna-se valor real, a escola torna-se naturalmente humana e o trabalho um lazer político.
Pois, sempre podemos ter necessidades compreendidas, uma família introdutória e decisões sobre nós mesmos. Essa é a tarefa de uma vida alheia a essa regularidade atual. Algumas inexistências se tornam reais.
Por que se compra o que é seu? Por que se ensina longe do objeto de estudo? Por que se trabalha para ser de uma raça?
E se fossemos irmãos que já lutaram?
Lutar com uma palavra...
Em uma mente genial.

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